Presidência do Partido

Pastor Presidente e sua esposa!
  LUCIANO BIVAR: PEQUENA HISTÓRIA BIOGRÁFICA

Tentarei aqui dar algumas informações e relatos da historia da minha vida para que o internauta, o eleitor ou qualquer brasileiro que tenha acesso a esta página saiba um pouco da minha vida como pessoa, como homem comum e hoje candidato a Presidência da República.

Primeiramente, pelo hábito de escrever quero adiantar que tudo na minha vida foi registrado vírgula a vírgula, ponto a ponto, gesto a gesto, em livros, relatos, artigos etc. e não pelo fato de estar inventando uma biografia simplesmente por aspirar a Presidência do meu País.

Aqueles que me conhecem, sabem de perto quão verdadeiro meus testemunhos na luta que sempre empreendi como um homem comum, contra tudo e contra todos que desafiassem meus princípios de honestidade de propósito para que pudesse atingir ou realizar os meus objetivos de acordo com meus ideais, acho que é um direito sagrado de todo humanista que tenha sempre como pauta o belo e o virtuoso senso de retidão.

Reproduzo aqui alguns textos e comentários de alguns livros, artigos e depoimentos, pretéritos para enfatizar como disse logo acima, que nada esta adredemente composto para inventar neste momento político um novo homem. Longe disso, quando mais fui provocado pelas adversidades da vida, fui verdadeiro, sem nunca abandonar meus princípios de dignidade.

Muitos me perguntam, principalmente hoje, o que leva a continuar lutando por esses objetivos, depois de dedicar a vida inteira a idealizar e executar projetos de toda sorte, mesmo que isso signifique desgaste e perdas pessoais irreparáveis.

Costumo dizer que encontrei em Joaquim Nabuco de Minha formação um texto lapidar, pelo que me toca: “o traço todo da vida é para muitos um desenho de criança esquecido pelo homem, e ao qual este sempre que se cingir sem o saber...”. Esse caráter unifica todos os personagens que, ao longo da existência, cada um encarna.

No meu caso, as lembranças que tenho de momentos cruciais vividos têm a ver com independência, autonomia e rejeição de tudo quanto representasse coerção, amarra, mordaça e freio.

A liberdade sempre foi meu objetivo, meu critério de escolha e minha energia condutora. Ela me induz a querer mais liberdade e a tudo julgar pelo quinhão de liberdade que assegure.

Bem antes de conhecer o “Discurso sobre servidão voluntária” de Etienne de La Boétie, eu me insurgia contra todo apelo ou insinuação de ceder, a quem quer que fosse, a faculdade de decidir meu destino, meu caminho e risco. A natureza não nos fez livres para renunciarmos à liberdade e sujeitarmo-nos a outra vontades.

Eis que não consigo encarar, como natural, essa onda portentosa do avanço do Estado Prepotente e Onipotente, que ora assola o mundo e hoje mais do que nunca, a minha pátria. Isso atenta a minha índole. Preciso não só denunciar, mas me contrapor tal abuso e violência. Necessito fazer algo pela libertação desse jugo que estrangula a mim e a multidões.

Não se trata, aqui, de uma pregação anarquista pela demolição de todos os marcos regulatórios da vida social. Em vez disso, entendo que a lei é a expressão da vontade geral institucionalizada, em prol da organização social do exercício da liberdade. Enquanto forma de um pacto nacional explícito, a lei é condição da convivência interpessoal criativa e saudável. O que não aceito, porém, é a imposição pela vontade de uma minoria, não importa se legítima ou usurpadora, e sufoca a energia criadora de sociedade. É a isso que me oponho, veementemente.

A minha luta é contra aqueles de caráter pervertido, que no poder, estão consagrados à busca premeditada e sistemática da satisfação dos interesses próprios, superpostos às legitimas e elementares demandas do povo. É contra os que dedicam suas energias, seus recursos e seu tempo à conquista do poder pelo poder, que os imunize de responsabilidade social e lhes assegure uma blindagem perante o juízo público.

Como simples contribuinte de impostos e defensor da livre iniciativa, tenho sofrido na pele, como tantos outros brasileiros, a insaciável mão pesada dos governos, máquinas voltadas unicamente para arrecadação de tributo, esquecendo a segurança pública, a saúde, educação e tantas outras necessidades básicas do brasileiro. Somente a crença no trabalho e a graça de Deus me têm permitido enfrentar essa verdadeira volúpia governamental, sofrendo prejuízos de toda sorte. Apesar disso, pude levar à frente inúmeros empreendimentos, lutando contra incompreensões, gestos e atitudes gratuitas e, sobretudo, no respeito à extorsiva carga tributária.

Assim, os riscos pessoais e financeiros têm sido ampliados a cada dia, porque cobrar tributos, neste País, é a prioridade máxima de todos os que se assenhoram do poder, mesmo que isso fragilize ou até destrua a própria estrutura em que se apóia a economia, as empresas e as famílias.

No meu tempo de criança, as famílias do Nordeste do Brasil eram numerosas. Eu era o sexto de nove irmãos. Todos estudávamos em bons colégios e tínhamos todos as proteínas alimentares indispensáveis. É verdade que meu pai era bem empregado na máquina pública. Mas não era nenhum mega-empresário. Tinha também, como ainda os tenho, grandes amigos, cujos pais eram bem mais humildes que os meus, embora tão dignos e saudáveis quanto minha família. Lembro-me do pai de Janda, que possuía apenas um táxi e sustentava toda a família de seis filhos.

O pai de Eduardo tinha três caminhões, em que carregava açúcar do Porto do Recife para armazéns do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Seus cinco filhos (dois meninos e três meninas) estudavam em colégio Marista (para meninos) e no colégio das Damas (o mais tradicional da cidade, onde as garotas aprendiam balé e musica clássica), e tantos outros, que povoaram a minha infância possuídas pela mesma dignidade que permeava todas as nossas vidas.

Hoje, a insegurança, a carência e a incerteza do amanhã me parecem sonhar que vivi algo irreal nos campos de várzea jogando bola, roubando pitombas de terrenos baldios e tantas trelas pueris que só a idade desconhece, sem que nada neste mundo de Deus pudesse imaginar que hoje estaríamos numa verdadeira guerra social onde nosso maior inimigo é esse Estado Fiscalista e aterrador que cada dia mais empurra o homem e as empresas para a marginalidade.

Nasci e me criei no meu País. Estudei sempre em colégios de formação católica, Nos Maristas cursei o ginásio e nos Jesuítas o científico. Na universidade, me formei em Direito, também na Universidade Católica. Tenho uma profunda fé em Deus, mas não me considero um homem religioso, os dogmas devem suceder o amor ao próximo. Amo a tudo que a vida me proporcionou, a família, os amigos e a tudo que me diz humano, independente de crença raça e religião, pois, antes de qualquer Partido sou Humanista.

Luciano Caldas Bivar